sábado, 9 de julho de 2011

Os melhores jogos do Mega Drive - parte 31 - 40

40° Lugar: Urban Strike (EA - 1994)
Não forma só os petroleiros, donos das indústrias de armas e empreiteiros que ganharam com a Guerra do Golfo. A EA faturou as babas com Desert Strike. Deixando um pouco de lado a grande tragédia humana durante e após a guerra, o desastre ecológico e até mesmo os testes em soldados, Desert Strike tem seus méritos. Revolucionou os jogos de guerra, trazendo um novo realismo. Embora a idéia geral seja baseada no antigo clássico Choplifter, Desetr Strike representou um novo patamar e veio mostra a força do 16-bit da Sega. A visão isométria e os gráficos detalhados e a grande liberdade no cumprimento das missões.  Ao contrário da realidade, onde muitos inocentes morrem e onde houve desequilíbrio de forças, o jogo mostra a ação ' quase  isolada de um helicóptero contra todo o exército de Madman - referência irônica a Sadam Hussein ex-aliado dos EUA e o grande "vilão" da Guerra do Golfo. Madman, aliás é aparece ótimas cut-scenes do game.
O sucesso foi tão grande, que o jogo virou série e teve versões lançadas para outros consoles. A seqüência Jungle Strike transfere o cenário para a selva Colombiana. Ainda em consonância com a política externa estadunidense, agora a EA ajudou a sustentar a farsa da "guerra contra o tráfico" na Colômbia (até mesmo Bill Clintoris aparece no game). A inovação é a possibilidade de se pilotar também um Houvercraft, uma motocicleta e  com a Stealth F-117 Nighthawk. O terceiro capótulo da séri - Urban Strike - diversifica ainda mais os cenários e inclui fases a pé.

39° Lugar: Ranger X

O personagem principal é um mecha (robô gigante de mangás e animês), que conta com a capacidade de voar e com a ajuda de um veículo - um es´pécie de moto. Representou uma grande evolução quando comparado com a Série Assault Suite Lions (Target Earth no ocidente), embora tenha mantidso muito de seus conceitos, como a liberdade de mivimentos nos cenários. Os gráficos são belíssimos, contando com muitas cores e detalhes e a jogabilidade é ótima. Passou quase despercebido na época e é considerado um pérola perdida no console. Soma-se a isso o fato de ser um game exclusivo do MD.

38° Lugar: Road Rash (Eletronic Arts - 1991)
Road Rash para MD foi um dos primeiros jogos da EA criados exclusivamente para o Geneis e o início de uma das principais franquias da empresa. O jogo estava muito a frente do velho esquema de explodir ou capotar o veículo tudo desaparecia e surgia novamente no meio da tela. Em Road Rash ´o piloto cai da moto, rola pelo asfalto, caminha livremente na tela, é atropelado, é perseguido pela polícia, colidae com vacas e carros no cruzamento, etc. Isso sem contar com a capacidade de lutar contra os adversários, pegar as armas (correntes e porretes do outro). Road Rash 2 manteve o mesmo padrão do orginal, apresentando cut-scenes melhoradas e a possibilidade de um modo competitivo para 2 jogadores.

37° Lugar: Road Rash 2 (Eletronic Arts - 1992)
Mantém o nüivel do primeiro com melhora nas cut scenes e modo para dois jogadores.

36° Lugar: Greatest Heavyweights (Sega 1994)
Continuação de Evander Holyfield, só que com mais golpes usando o joystick de 6 botões, mais vozes e com os maiores lutadores de boxe de todos os tempos juntos!

35° Lugar: Lakers vs. Celtics and the NBA Playoffs (Eletronic Arts - 1990)
Tipo: Esporte

Revolucionou os jogos de espote, que eram muito simples até o momento. Tinha jogadores reais, cada um com suas aracterísticas próprias, ficavam cansados e podiam ser substituídos. Outro fator que torna Lakers vs Celtics um jogo único é que representa a época de ouro da NBA, com Michael Jordan, Magic Johnson, Lary Bird e muitos outros. 
Teve uma versão para PC, mas ficou inferior, tornando o jogo de MD o game de basquete definitivo dos 16 bits. Muitos preferem NBA Jam, que saiu numa época em que a difusão do Genesis já era muito maior e por isso ficou mais conhecido. Mas, NBA Jam não tem regras ou jogadas realistas, além de ter apenas dois jogadores de cada lado. Outros preferem a série mais recente de basquete da EA (NBA live 1995-1998), que possui visão isométrica como o FIFA Soccer original. Para mim, a série NBA Live perde em carisma para Lakers vs Celtics (tanto que a visão isométrica não se perpetuou nos jogos de esporte), além de não retratar o auge da NBA.
Foi um dos primeiros jogos da Eletronic Arts para Mega Drive (ao lado de John Madden Football, Budokan, Battle Squadron, Sword of Sodan e James Pound) e foi um marco do início do apoio das grandes softhouses ao console da Sega. Foi também o marco inicial da EA no mundo dos games de esporte.
O modo cooperativo para dois jogadores foi aperfeiçoado em jogos posteriores da série, que no entanto nunca chegaram perto deste original. Infelizmente as seqüências do jogo - Bulls vs. Lakers e Bulls vs. Blazers -decepcionaram muito, só avançando na mecânica dos lances-livre e do modo multiplayer. Inclusive perderam a oportunidade de tornar o jogo sobre a olimpíada de Barcelona em 1992 (Team USA Basketball) - a primeira a contar com o chamado dream team estadunidense - um clássico. O jogo todo ficou ruim e não contou com a seleção brasileira - bem classificada no campeonato. Teria sido muito bacana poder jogar com Oscar, Marcel, Pipoca e outros....Baita de um vacilo...

34° Lugar: Quack Shot Starring Donald Duck (Sega - 1991)
 

Seguindo o sucesso de Castle of Illusion a Sega lançou em seguida seu priiro jogo com o pato mais rabugento dos desenhos animados. As opção da Sega para esse game foram muito felizes. Com efeitos sonoros semelhantes aos do jogo do Mickey, o jogo é inovador em todo o resto. Mesmo com um design de personagens mais baseados nos quadrinhos, aproveitaram também o clima Indiana Jones "das décadas de 30 e 40". As referências a Indiana Jones são explícitas, como o desenho do velho mapa mundi por trás da imagem do monomotor dos sobrinhos de Donald, a própria roupa do protagonista, as relíquias e armadilhas e a última fase - toda baseada em "A Última Cruzada". A jogabilidade é única e incorpora diversos elementos de RPG, como conversas com NPCs, liberdade de escolha do roteiro de jogo, necessidade de cumprir deiversas missões e conseguir itens e armas específicas. Conseguiram, ainda, captar bem a personalidade marcante do protagonista com sua atitude de impaciência enquanto fica parado e com a "perda de controle" desencadeada após o consumo de pimenta malagueta.


33° Lugar: Castle of Illusion Starring Mickey Mouse (Sega - 1990)





































































Quando Castle of Illusion foi lançado, o parâmetro para se avaliar a qualidade de jogos de aventura do tipo platafomrma eram as séries "Super Mario Bros." e Alex Kidd, numa época que os 8bits ainda dominavam o mercado. Castle of Illusion, simplismente veio para quebrar esse paradigma e mostrar o que um 16-bit é capaz. Cenários, personagens e músicas são inesquecíveis. Sua fonte de inspiração foram as animações da Disney das décadas de 30 e 40 - considerada a era de outro da animação estadunidense.  São vários os tdetalhes inspirados nesses clássicos, como od design de Mickey e Mizrabel - a madrasta de "Snow White and the Seven Dwarfs" de 1937) e a gelatina da segunda fase inspirada em "Mickey and the Beanstalk" de 1947. Ao contrário do que muitos dizem, não é um jogo produzido pela Disney - que nem sonhava em fazer isso na época - mas sim pela própria Sega, com a licença do famoso estúdio de animação. Tornou-se o padrão de qualidade a ser perseguido por todos o jogos baseados em personagem Disney.  Graças ao seu sucesso o Mega Drive tornou-se o recordista histórico na quantidade de jogos lincenciados pela Disney - 19 jogos no total. Para mim, mesmo passados mais de 20 anos esse ainda é o melhor jogo com o mascote número 1 da Disney feito até hoje e influenciou muito até mesmo o recente Epic Mickey do Wii.

32° Lugar: Duke Nuken 3D (Tectoy - 1998)
Tipo: Ação (tiro em primeria pessoa- FPS)
Jogo produzido pela brasileira TecToy, consegiu a façanha de superar todos os outros FPS para 16-bits com Doom e Wolfenstein 3D para snes e Zero Tolerance para MD e até mesmo o Doom para 32 X!

31° Lugar: Pier Solar and The Great Architects (Watermelon - 2010)
Um grupo de fãns do MD se reuniu com o objetivo de lançar um RPG clássico original para o console em seu aniversãrio de 2 anos, em 2008. O lançamento só aconteceu agora em dezembro de 2010. O resultado é surpreendente, lembrando bastante a clássica série Lunar do Sega CD: ou seja estamos diante de ums dos melhores RPGs de 16 bits de todos os tempos!  Originalmente o jogo seria lançado em versões separadas para MD e Sega CD, mas os produtores mudaram de idéia e resolveram incluir um CD com add-on, para melhorar as músicas e efeitos sonoros do game, inovando assim o modo de usar o Sega CD. Outro feito de Pier Solar foi ter batido o record de Super Steet Fighter 2 de 40MB - após 16 anos - tendo 63MB. Embora o MD tenha muitos bons jogos de RPG ação e RPG estratégia, a lista de RPGs clássicos não é tão extensa quanto a do snes. Pier Solar veio então para retirar a principal vantagem que o histórico concorrete teve em relação ao MD, especialmente nos primeiros anos depois da "era dos 16 bits", quando a ênfase da Sega era o Saturn e o snes recebi seus principais títulos no estilo. Alguns bons RPGs do Mega nunca foram lançados no ocidente (como Surging Aura por exemplo) o que reforça essa idéia errada. Na verdade, ao contrário do que é veiculado errôneamente na internet -  o Japão foi único país do mundo em que se tem notícia que o Super Famicom (ou snes) superou as vendas do Mega Drive. A principal razão é a conhecida incompetÇencia da Sega japonesa como distribuidora de jogos, já que de fato muitos jogos vbons de adventure, RPG e estratégia foram lançados para MD exclusivamente no mercado japonês. De quaquer forma Pier Solar chega para enterrar de vez esse mito. E uma surpresa: perto do final, Pier Solar tem uma fase com gráficos idênticos ao mode 7 do snes, provando que o hardware do Mega Drive era capaz desse efeito que sempre foi apresentado como o grande trunfo do outro console! Coisa de fã.

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